Fábulas

Aqui você encontrará alguns textos metafóricos e fábulas excelentes para passar alguma mensagem para quem você desejar sem precisar ser direto na correção de alguma atitude ou comportamento. As metáforas tem um poder de transformação no comportamento das pessoas sem precedentes. Use com sua equipe, seu chefe, seus amigos ou mesmo com sua família. Quem sabe, até com aquela pessoa que esteja precisando de uma palavra de incentivo.

Sucesso!

Michel M.

A FÁBULA DO PORCO-ESPINHO

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.

Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.

Por isso decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados, então precisavam fazer uma escolha:

Ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.

Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.

Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.

E assim sobreviveram.

Moral da História
O melhor do relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.

O IDIOTA E A MOEDA

Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.

Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 RÉIS e outra menor de 2.000 RÉIS. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.

Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.

- Eu sei, respondeu o tolo. “Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda”.

 CONCLUSÕES:

1. Quem parece idiota, nem sempre é.

2. Quais eram os verdadeiros idiotas da história?

3. Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.

4. A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito:

Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos. O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente. Preocupe-se mais com sua consciência, assim se fará a sua reputação.Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam… na verdade……é problema deles.

 

MARKETING PARA VENDER O SÍTIO

O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, certo dia abordou-o na rua e disse: Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Será que poderia redigir o anúncio para o jornal?

Olavo Bilac apanhou lápis e papel e escreveu:

“Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortado por cristalinas e merejantes águas de um lindo ribeirão. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes na varanda.”

Alguns meses depois, o poeta encontra-se com o comerciante e pergunta-lhe se já havia vendido o sítio.

Nem pensei mais nisso, disse o homem. Depois que li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha!

Às vezes, não percebemos as coisas boas que temos conosco e vamos longe atrás da miragem de falsos tesouros. Devemos valorizar o que temos e que nos foi dado gratuitamente por Deus: os amigos, o emprego, o conhecimento que adquirimos, a saúde, o sorriso dos filhos e o afago do cônjuge. Estes sim, são verdadeiros tesouros.

Texto gentilmente enviado por Felipe Behrens após o treinamento de Excelências em Vendas no Mercado Imobiliário

 

FAÇA O BEM SEM OLHAR A QUEM!

Meu pai, era motorista de ônibus de uma grande empresa de transporte de passageiros interestadual e vinha do Rio com ônibus lotado quando avistou no acostamento umas pessoas, um deles com traços de descendência oriental. Ainda era de madrugada e estava escuro. Sujos de lama e ensanguentados, pediam ajuda a quem passava, pois haviam capotado com seu carro e caído num riacho. Ninguém parava para socorrê-los com medo de assalto. Meu pai os colocou no ônibus, mesmo contra as regras da empresa que não permite a parada para o socorro. Mesmo correndo risco de perder o emprego ele o fez, pois estava sendo guiado pelo princípio de ajudar alguém que precisava.

Levou-os para a cidade mais próxima que por coincidência era onde nós moravamos. Lá chegando, colocou-os num taxi e pediu ao motorista que os levasse para uma clínica particular, e em seguida ligou para minha mãe pedindo que ela os acompanhasse. A clínica particular não os aceitou, e de lá foram levados para a Santa casa. A esposa estava muito ferida com um grande machucado na cabeça e rapidamente foi assistida no hospital quando lá chegou. O marido dela pediu para fazer uma ligação e entrou em contato com as pessoas do seu trabalho.

Logo começaram a chegar Helicópteros na cidade e toda uma equipe para dar suporte e resgate. Ele era o um importante comandante de uma base aérea. As crianças foram liberadas e levadas pela equipe e retornaram de Helicóptero para ficar com os parentes na cidade deles. Mesmo podendo ir para um hotel, durante o período até que a esposa se recuperasse e aceitaram nosso convite para ficarem hospedados em nossa casa e lembro-me bem que cedi meu quarto para eles. Acabamos por criar um laço de amizade com aquela família.

Dois anos depois do ocorrido, meu pai ainda na dirigia na mesma linha de ônibus, teve uma súbita crise de vesícula, dirigindo próximo a cidade dos nossos novos amigos. O Comandante, ao saber, recolheu ele do hospital público em que tinha dado entrada e levou-o para o melhor hospital da cidade, ficaram com ele e acompanharam minha mãe todo tempo. Eu, fiquei hospedada na casa deles, próximo da base aérea.

Me recordo que detestava maracujá ou qualquer coisa feita com ela. No entanto, o carinho daquela família que colhia maracujás ao longo da pista da base aérea e preparava um suco de forma muito especial, acabei aprendendo a gostar de maracujá.

Naquele momento aprendi uma grande lição em minha vida ensinada por meu pai, uma pessoa comum, mas com um grande coração: “fazer o bem sem olhar a quem” .

ORGULHO-ME MUITO DE SER FILHA DELE E DE TUDO QUE ME ENSINOU.

Essa história foi contada em um dos treinamento por Célia Moraes

O QUE SIGNIFICA TRABALHO EM EQUIPE?

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote.

Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali.

Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.

Correu ao curral da fazenda advertindo a todos:

- Há uma ratoeira na casa! Há uma ratoeira na casa!

A galinha disse:

- Desculpe-me Senhor Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

O rato foi então até o porco e lhe disse:

- Senhor Porco, há uma ratoeira na casa, uma ratoeira…

O porco disse:

- Desculpe-me Senhor Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.

O rato dirigiu-se então à vaca.

A vaca lhe disse:

- O que Senhor Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo?

- Acho que não Senhora Vaca… Respondeu o rato.

Então o rato voltou para seu canto, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro sozinho.

Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego.

No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher.

O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital era grave, porém por um milagre se recuperou e voltou para casa, mas com muitos cuidados.

Saúde abalada nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal, a galinha.

Como a doença da mulher continuava, os parentes, amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.

A mulher se recuperou e o fazendeiro feliz da vida resolveu da uma festa, matou a vaca para o churrasco…

MORAL DA HISTÓRIA:

Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando existir uma ratoeira todos correm risco.

“Quando convivemos em equipe, o problema de um, é um problema de todos”.

O JUMENTO QUE CAIU NO POÇO

Um dia, o jumento de um fazendeiro caiu num poço. O animal relinchou penosamente por horas, enquanto o fazendeiro pensava o que fazer.

Por fim, o fazendeiro chegou à conclusão de que o poço precisava mesmo ser fechado e, como o animal estava velho, não valia a pena resgatá-lo.

O fazendeiro convidou seus vizinhos para ajudá-lo. Todos pegaram pás e começaram a jogar terra dentro do poço.

No início, percebendo o que acontecia, o jumento relinchava, desesperado. Depois, para surpresa geral, aquietou-se.

Algumas pás de terra depois, o fazendeiro resolveu olhar para baixo e ficou surpreso com o que viu.

O jumento sacudia cada pá de terra que caía sobre ele, e aproveitava a terra para subir um pouco mais.

Enquanto os vizinhos do fazendeiro continuavam a jogar terra no animal, ele a sacudia e subia cada vez mais.

Não demorou para todos se espantarem ao ver o jumento escapar do poço e sair trotando alegremente.

A vida vai jogar terra em você. Todo tipo de terra. Para sair do poço, o segredo é sacudi-la e aproveitá-la para subir mais um pouco.

Cada um dos nossos problemas pode ser um degrau. Sairemos do poço mais profundo, se não nos detivermos, se não desistirmos. Sacuda a terra e aproveite-a para subir um pouco mais.

Lembre-se de cinco regras simples para ser feliz:

• Livre seu coração de todo ódio. Perdoe.

• Livre sua mente das preocupações. A maioria nunca acontece.

• Viva com simplicidade e aproveite o que você tem.

• Ofereça mais.

• Espere menos.

CAMINHÃO DE LIXO

“Um dia peguei um táxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa, quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente.

O taxista pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!

O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente. Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável.

Indignado lhe perguntei: ‘Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!’

Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que eu agora chamo de “A Lei do Caminhão de Lixo.”

Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar e, às vezes, descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu!

Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, EM CASA, ou nas ruas. Fique tranquilo, respire E DEIXE O LIXEIRO PASSAR.

O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta, não leve lixo. Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações.”

CONSEQUÊNCIAS DE PERDER O AUTOCONTROLE

Havia um garoto que por qualquer razão estourava com as pessoas, especialmente com seus pais. Certa vez, o pai do garoto lhe deu um saco de pregos e disse que, cada vez que perdesse a paciência, deveria pregar um atrás da porta. No primeiro dia, ele pregou 37 e, nas semanas seguintes, à medida que aprendia a controlar seu gênio, pregava cada vez menos. Com o tempo, descobriu que era mais fácil fazer isso que pregar pregos atrás da porta, até que chegou o momento em que conseguiu se controlar durante todo o dia.

Depois de informar isso a seu pai, este lhe sugeriu que retirasse um prego a cada dia que conseguisse se controlar. Os dias se passaram e o jovem pôde finalmente anunciar que não havia mais pregos atrás da porta. Seu pai o pegou pela mão, levou-o até a porta e lhe disse:

— Meu filho, vejo que está trabalhando duro, mas olhe todos esses buracos na porta. Nunca mais ela será a mesma. Cada vez que você perde a paciência, deixa cicatrizes exatamente como as que vê aqui. Você pode insultar alguém e retirar o insulto, mas, dependendo da maneira como fala, poderá ser devastador, e a cicatriz ficará para sempre. Uma ofensa verbal pode ser tão daninha como uma física. Os amigos são jóias preciosas que nos fazem rir, que nos animam a seguir adiante e nos escutam com atenção. Além disso, sempre estão prontos a abrir o coração.”

ROUBAR POR UMA “BOA CAUSA”? 

Há muito tempo atrás, havia um mestre que vivia junto com um grande número de discípulos em um templo arruinado. Os discípulos sobreviviam através de esmolas e doações conseguidas numa cidade próxima. Logo, muitos deles começaram a reclamar sobre as péssimas condições em que viviam. Em resposta, o velho mestre disse um dia: “Nós devemos reformar as paredes do templo. Desde que nós somente ocupamos o nosso tempo estudando e meditando, não há tempo para que possamos trabalhar e arrecadar o dinheiro que precisamos. Assim, eu pensei numa solução simples”.

Todos os estudantes se reuniam diante do mestre, ansiosos em ouvir suas palavras. O mestre disse: “Cada um de vocês deve ir para a cidade e roubar bens que poderão ser vendidos para a arrecadação de dinheiro. Desta forma, nós seremos capazes de fazer um boa reforma em nosso templo”.

Os estudantes ficaram espantados por este tipo de sugestão vir do sábio mestre. Mas, desde que todos tinham o maior respeito por ele, não fizeram nenhum protesto. O mestre disse logo a seguir, de modo bastante severo: “No sentido de não manchar a nossa excelente reputação, por estarmos cometendo atos ilegais e imorais, solicito que cometam o roubo somente quando ninguém estiver olhando. Eu não quero que ninguém seja pego”.

Quando o mestre se afastou, os estudantes discutiram o plano entre eles. “É errado roubar”, disse um deles, “Por que nosso mestre nos solicitou para cometermos este ato ?”. Outro respondeu em seguida, “Isto permitirá que possamos reformar o nosso templo, na qual é uma boa causa”. Assim, todos concordaram que o mestre era sábio e justo e deveria ter uma razão para fazer tal tipo de requisição. Logo, partiram em direção a cidade, prometendo coletivamente que eles não seriam pegos, para não causarem a desgraça para o templo. “Sejam cuidadosos e não deixe que ninguém os veja roubando”, incentivavam uns aos outros.

Todos os estudantes, com exceção de um, foram para a cidade. O sábio mestre se aproximou dele e perguntou-lhe: “Por que você ficou para trás?”

O garoto respondeu: “Eu não posso seguir as suas instruções para roubar onde ninguém esteja me vendo. Não importa aonde eu vá, eu sempre estarei olhando para mim mesmo. Meu próprios olhos irão me ver roubando”. O sábio mestre abraçou o garoto com um sorriso de alegria e disse: “Eu somente estava testando a integridade dos meus estudantes e você é o único que passou no teste!”

Após muitos anos, o garoto se tornou um grande mestre.

Autor desconhecido

O PODER ESTÁ EM SUAS MÃOS

Em uma vila no interior da Índia, vivia um sábio famoso por saber sempre a resposta para todas as perguntas que fossem feitas. Ele tinha uma forte conexão com o “Ser Supremo”.

Mas como todos que fazem o bem acabam atraindo também a inveja de alguns, com o sábio não foi diferente. Dois amigos se juntaram com o objetivo de desmascará-lo. Um deles disse:

- Já sei como enganar o sábio! Vou pegar um pássaro e o levarei, dentro da minha mão, até o sábio. Então, perguntarei a ele se o pássaro está vivo ou morto. Se ele disser que está vivo, aperto o passarinho, mato-o e deixo-o cair no chão; mas se ele disser que está morto, abro a mão e o deixo voar”.

Assim, os dois amigos chegaram na praça onde estava o sábio em meio a uma multidão e gritou:

- SÁBIO

A multidão abriu até que se pode ver o sábio no meio da praça, ele chegou mais perto e fez a pergunta:

- Sábio, o pássaro em minha mão está vivo ou morto?

O sábio ficou em silêncio por alguns segundos, olhou para o rapaz e disse:

- Meu jovem, o poder está em suas mãos, você decide!

MORAL DA ESTÓRIA: muitas vezes a solução para nossos problemas está mesmo em nossas mãos, nós temos o poder de decidir o que faremos.

O MESTRE ZEN E O ESPADACHIM

Era uma vez um jovem espadachim que foi visitar um mestre zen.

Ao encontrar-se com o mestre, ele não pode conter o sentimento de inferioridade. Confuso com aquele sentimento, o espadachim se dirigiu ao mestre e perguntou:

- Mestre, por que me sinto inferior a você? Porque esse sentimento veio de forma incontrolável?

O mestre respondeu;

- Ao cair da noite você terá a resposta.

O dia passou lentamente e, enfim, anoiteceu. O espadachim continuava incomodado pelo sentimento que o atormentava.

Ele viu que o mestre observava a lua através da janela. Então, aproximou-se e perguntou:

- Por que continuo com esse sentimento, mestre?

O mestre zen, então, pediu ao espadachim que observasse duas árvores do jardim. Elas estavam lado a lado, uma era grande e a outra pequena. A lua cheia iluminava o jardim todo, inclusive as duas árvores. Depois de um tempo em silêncio, o mestre zen perguntou ao espadachim:

- Por acaso você acha que alguma dessas duas árvores se sente superior ou inferior uma à outra?

E o espadachim respondeu:

- Não.

- E por quê? – perguntou o mestre.

O jovem espadachim refletiu por um momento e encontrou a resposta:

- Elas não se sentem assim porque não se comparam.

ONDE VOCÊ PÕE O SEU FOCO?

Um paciente diz ao psiquiatra:

- Toda vez que estou na cama, acho que tem alguém embaixo. Aí eu vou embaixo da cama e acho que tem alguém em cima.

Pra baixo, pra cima, pra baixo, pra cima. Estou ficando maluco!

- Deixe-me tratar de você durante dois anos. Venha três vezes por semana e eu curo este problema – diz o psiquiatra.

- E quanto o senhor cobra? – pergunta o paciente.

- R$ 120,00 por sessão – responde o psiquiatra.

- Bem, eu vou pensar – conclui o sujeito.

Passados seis meses eles se encontram na rua.

- Por que você não me procurou mais? – pergunta o psiquiatra.

- A 120 a consulta, três vezes por semana, dois anos = R$ 37.440,00. Ia ficar caro demais. Aí um sujeito num bar me curou por 10 reais.

- Ah é? Como? – pergunta o psiquiatra.

- Por 10 reais ele cortou os pés da cama.

Muitas vezes o problema é sério, mas a solução pode ser muito simples. Há uma grande diferença entre foco no problema e foco na solução.

Concentre-se na solução ao invés de ficar pensando no problema.

FÁBULA DO CACHORRO VELHO

Uma velha senhora foi para um safári na África e levou seu velho vira-lata com ela. Um dia, caçando borboletas, o velho cão, de repente, deu-se conta de que estava perdido.

Vagando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebe que um jovem leopardo o viu e caminha em sua direção, com intenção de conseguir um bom almoço ..

O cachorro velho pensa:

- ‘Oh, oh! Estou mesmo enrascado ! Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão por perto. Em vez de apavorar-se mais ainda, o velho cão ajeita-se junto ao osso mais próximo, e começa a roê-lo, dando as costas ao predador …..

Quando o leopardo estava a ponto de dar o bote, o velho cachorro exclama bem alto: -Cara, este leopardo estava delicioso ! Será que há outros por aí ?

Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um arrepio de terror, suspende seu ataque, já quase começado, e se esgueira na direção das árvores.

- Caramba! pensa o leopardo, essa foi por pouco ! O velho vira-lata quase me pega!

Um macaco, numa árvore ali perto, viu toda a cena e logo imaginou como fazer bom uso do que vira: em troca de proteção para si, informaria ao predador que o vira-lata não havia comido leopardo algum…

E assim foi, rápido, em direção ao leopardo. Mas o velho cachorro o vê correndo na direção do predador em grande velocidade, e pensa:

- Aí tem coisa!

O macaco logo alcança o felino, cochicha-lhe o que interessa e faz um acordo com o leopardo.

O jovem leopardo fica furioso por ter sido feito de bobo, e diz: -’Aí, macaco! Suba nas minhas costas para você ver o que acontece com aquele cachorro abusado!’

Agora, o velho cachorro vê um leopardo furioso, vindo em sua direção, com um macaco nas costas, e pensa:

-E agora, o que é que eu posso fazer ?

Mas, em vez de correr ( sabe que suas pernas doídas não o levariam longe…) o cachorro senta, mais uma vez dando costas aos agressores, e fazendo de conta que ainda não os viu, e quando estavam perto o bastante para ouvi-lo, o velho cão diz:

- ‘Cadê o filha da mãe daquele macaco? Tô morrendo de fome! Ele disse que ia trazer outro leopardo para mim e não chega nunca! ‘

Moral da história: não mexa com cachorro velho… idade e habilidade se sobrepõem à juventude e intriga.

Sabedoria só vem com idade e experiência.

CONSEGUINDO O IMPOSSÍVEL

Dois irmãos um de 11 e outro de 5 anos foram patinar no gelo de um lago no Canadá. O gelo rachou e o irmão mais velho caiu na água e foi para baixo da placa de gelo mais grossa. O irmão mais novo começou a chamar por socorro, mas percebeu que se não fizesse alguma coisa rápido, perderia seu irmão.

Imediatamente ele tirou o patins e com a lâmina de aço começou a bater no gelo para quebrar e tirar o irmão.

O socorro chegou e deu o atendimento final e um bombeiro que foi ver o local de retirada do garoto percebeu a espessura do gelo e comentou:

-É impossível uma criança de 5 anos ter conseguido quebrar um gelo dessa espessura.

Um senhor morador da beira do lago que estava acompanhando tudo disse:

- Ele não sabia que era impossível, por isso ele conseguiu!

BORDADO

Quando eu era pequena minha mãe costurava muito…

Eu me sentava no chão brincando perto dela, e sempre lhe perguntava o que ela estava fazendo.

Ela respondia que estava bordando.

Todo dia eram as mesmas perguntas e a mesma resposta.

Eu observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia:“ Mãe, o que a senhora está fazendo?”

Dizia-lhe que, de onde eu olhava o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso.

Era um amontoado de nós e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos.

Eu não entendia nada

Ela sorria olhava para baixo, e gentilmente me explicava

“Filha, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo você e a coloco sentada no meu colo.

Deixarei que veja o trabalho da minha posição”

Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo:

“ Por que ela usava alguns fios de cores escuras outras cores claras…

Porque não tinham ainda uma forma definida?

Por que demorava tanto fazer aquilo?

Um dia quando eu estava brincando no quintal ela me chamou.

Filha, venha aqui.

Eu cheguei correndo e ela disse: Senta aqui no meu colo.

Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado.

Não podia crer! Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa!

Então minha mãe me disse:

Filha de baixo parecia confuso e desordenado porque você não via que a parte de cima havia um belo desenho.

Mas agora olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo.

Muitas vezes, ao longo dos anos tenho olhado para o céu e dito:

“Pai, o que estás fazendo?”

Ele parece responder:“Estou bordando a sua vida, filha.

E eu continuo perguntando:

Mas está tudo tão confuso…Pai tudo em desordem.

Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido.

Os fios são tão escuros… Por que não são mais brilhantes?

O Pai parece me dizer:

” Minha amada filha, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se confie em Mim…

E Eu farei o meu trabalho. Um dia, colocarei você em meu colo e então vai ver o plano da sua vida da minha posição”.

Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas.

As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo.

È que estamos vendo o avesso da vida.

Do outro lado, Deus está bordando…

(autor desconhecido)


3 Responses to “Fábulas”

  1. 1 Maria Jasylene

    Parabéns, adorei as fábulas, um excelente trabalho de catalogação.

  2. 2 Goris Passos

    Adorei cada história…Precisamos cada vez mais ler e refletir sobre os ensinamentos que nos transmitem!

  3. 3 Vera

    Show! Aprendemos bastante com as fábulas.


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